Enviada da ONU pede que mundo se concentre em contenção de desastres futuros

O mundo está mais apto para enfrentar calamidades como o tsunami de 2004 no oceano Índico, mas não está preparado para as condições meteorológicas extremas do futuro, afirmou nesta terça-feira a representante especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Redução do Risco de Desastres, Margareta Wahlström.

GENEBRA, Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2014 | 12h29

Ela afirmou que sistemas como os que foram instalados no oceano Índico ajudam a melhorar a prontidão para grandes desastres. Esse sistema foi estabelecido após o enorme terremoto que aconteceu na costa da Indonésia em 26 de dezembro de 2004 e provocou um tsunami de mais de 30 metros de altura, que matou 230 mil pessoas em 14 países e causou danos avaliados em US$ 10 bilhões.

Porém, Wahlstrom disse que mais precisa ser feito para que o mundo se prepare para condições climáticas extremas que visivelmente pioraram nos últimos anos.

"Desastres que vão além do que podemos esperar que um país consiga enfrentar não é mais uma questão para países pobres, é uma questão para todos os países", declarou Wahlstrom à Associated Press, apontando Paquistão, Tailândia, Japão, Rússia, Estados Unidos, Haiti e Chile dentre os locais mais atingidos por grandes desastres nos últimos 10 anos.

Segundo o Centro de Pesquisas para Doenças Epidêmicas na Bélgica, que acompanha catástrofes mundiais, entre 1983 e 1992, o mundo registrou, em média, 147 desastres climáticos por ano. Nos últimos 10 anos, este número pulou para uma média de 306 ao ano.

"A mistura de variações climáticas extremas, outras questões climáticas e população aumentou muito. Cidades e ambientes urbanos se tornaram muito densos e não se prepararam para este tipo de situação", afirmou ela.

Uma conferência mundial em março do ano que vem, que acontecerá no Japão, vai ajudar a estabelecer o próximo estágio de prontidão, além dos sistemas de alerta instalados desde o tsunami de 2004. Fonte: Associated Press.

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