Enviada italiana tenta conseguir libertação de reféns

Uma enviada italiana desembarcou no Cairo para dar início a uma campanha para tentar obter a libertação de duas agentes humanitárias italianas seqüestradas em Bagdá. Margherita Boniver exigiu que os seqüestradores libertem as reféns Simona Torretta e Simona Pari, ambas de 29 anos, imediatamente e sem condições. As duas foram seqüestradas na terça-feira. Elas trabalham para a ONG "Uma ponte para..." e participavam de projetos educacionais e de abastecimento de água no Iraque. "Espero que seja emitido um apelo regional para que o ato bárbaro de violência contra essas trabalhadoras caridosas e jovens acabe o mais rápido possível sem a imposição de condições", disse Boniver a jornalistas no Cairo. Boniver, uma subsecretária da chancelaria italiana, está no Cairo para se reunir com funcionárias do Conselho Nacional Egípcio para as Mulheres e da ONG Aliança pelas Mulheres Árabes. Não estão previstas reuniões com autoridades do governo. Ela deverá passar ainda por Líbano, Jordânia, Síria e Iêmen. No Líbano, o grupo militante xiita Hezbollah (Partido de Deus) pediu aos seqüestradores: "Libertem as italianas em respeito à posição positiva de ambas em apoio aos assuntos de nossa nação e de nossa região, em gratidão às dezenas de milhares de italianos que protestaram contra a guerra ao Iraque e para encorajar organizações defensoras dos direitos de nosso povo".

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