Enviado americano prevê isolamento da Coréia do Norte

O enviado dos Estados Unidos para debater a crise nuclear da Coréia do Norte, Christopher Hill, afirmou nesta quarta-feira em Pequim que, se o regime comunista norte-coreano procura o isolamento internacional, "é o que vai conseguir".Após uma reunião com o ministro de Relações Exteriores chinês, Li Zhaoxing, Hill disse que "a China está trabalhando e tomando responsabilidades com muita seriedade para conseguir a volta das negociações" sobre o programa nuclear norte-coreano."Infelizmente não há sinais de que a Coréia do Norte esteja dando importância às conversas, ao contrário dos outros cinco membros", disse, referindo-se a EUA, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão.Ele considerou o teste de sete mísseis norte-coreanos, na semana passada, um fato "sem razão aparente e sem explicação".Após uma semana de contatos na Ásia, Hill voltará amanhã a Washington para analisar a crise com responsáveis do governo americano.Para ele, a Coréia do Norte "se afastou das conversas sem explicação, e por isso não há remédio além de tirarmos nossas próprias conclusões".O delegado americano não quis analisar se a crise está isolando o Japão (partidário de sanções contra a Coréia do Norte) da China (que prefere esperar mais tempo). Ele se limitou a comentar que "EUA e China compartilham do propósito de restaurar as negociações e estão mais próximos do que nunca".O enviado evitou a polêmica a respeito da oposição de Pequim e Moscou a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Ele observou que a proposta "é forte e recebeu o apoio de países de todo o mundo"."Os chineses têm sua própria maneira de pensar, mas nossa intenção não é piorar o processo", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.