Enviado americano se reúne com palestinos e judeus

O enviado especial dos Estados Unidos ao Oriente Médio, Anthony Zinni, se reunirá neste domingo com autoridades militares de Israel e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para tentar reativar as negociações de paz entre judeus e palestinos, rompidas há um mês em razão da escalada da violência na região. A presença de Zinni não influenciou o governo de Israel em sua decisão de não permitir a viagem do presidente da ANP, Yasser Arafat, amanhã para a cidade de Belém para participar das comemorações religiosas da igreja Greco-Ortodoxa. Zinni conduzirá uma jornada de trabalho com os representantes, que terá como tema principal a colaboração para questões de segurança. Para o enviado norte-americano, há condições para o reinício das negociações, considerando o encontro, há dois meses, entre Arafat e o chanceler de Israel Shimon Peres, no aeroporto de Gaza. Na ocasião, foi estabelecida uma série de medidas que deveriam ser adotadas pelas duas autoridades para restabelecer o cessar fogo e o diálogo sobre a paz na região. Porém, diferentemente de Peres, o primeiro-ministro Ariel Sharon se opõe a negociar com Arafat, pois, segundo o serviço de inteligência de Israel, o presidente palestino não iniciou ações concretas para acabar com os elementos terroristas que atuam na região. "A ANP está cheia de elementos terroristas, dos pés à cabeça", disse ontem o chefe do Estado de Israel, general Shaul Mofaz, para quem "a cabeça" é o próprio Arafat. Neste Sábado, Zinni já esteve reunido com os negociadores palestinos Saeb Erekak e Abu Ala, presidente do Conselho Legislativo da ANP, que, ao final do encontro, disse estar animado com o resultado da conversa. Zinni espera se reunir neste domingo com Simon Peres. Apesar das condições favoráveis que permitiram o retorno de Zinni às negociações, o governo de Israel reiterou que não deixará que Arafat viaje amanhã a Belém. O governo de Israel mantém o presidente da ANP em uma "virtual prisão domiciliar", forçando sua permanência no quartel general de Ramallah, desde 24 de dezembro, quando não lhe permitiu ir a Belém para assistir à missa de Natal.

Agencia Estado,

05 Janeiro 2002 | 18h51

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