Enviado da China vai a Pyongyang para tentar discutir programa nuclear

Negociações sobre atividades atômicas norte-coreanas estão paralisadas

Efe

19 de agosto de 2010 | 11h34

PEQUIM - O representante da China para a Península Coreana, Wu Dawei, viajou nesta semana a Pyongyang para discutir o possível reatamento do diálogo para a desnuclearização da Coreia do Norte, confirmou nesta quinta-feira, 19, o governo chinês.

 

Wu "discutiu pontos de vista com a parte norte-coreana sobre a manutenção da paz e a estabilidade da Península", destacou o Ministério de Assuntos Exteriores chinês em breve comunicado. Os países que discutem a desnuclearização de Pyongyang são, além de China e Coreia do Norte, Coreia do Sul, Rússia, EUA e Japão.

 

A viagem de Wu, que durante anos liderou a delegação chinesa no diálogo a seis, acontece em um momento de forte tensão entre as duas Coreias, iniciado em março com o afundamento de um navio de guerra sul-coreano por um torpedo supostamente lançado pelo vizinho do norte.

 

Ao incidente se somaram outros, como a detenção este mês de um barco pesqueiro sul-coreano com sete tripulantes a bordo (quatro sul-coreanos e três chineses), pela violação das águas territoriais norte-coreanas, um fato do que Pyongyang confirmou também nesta quinta-feira.

 

Além disso, Coreia do Sul e EUA realizaram no final de julho manobras militares conjuntas no Mar do Japão, em iniciativa que foi vista como uma demonstração de força frente a Pyongyang. O Pentágono já confirmou que serão realizados novos exercícios navais em setembro.

 

Acrescentando ainda mais tensões na zona, nesta quarta-feira um caça norte-coreano, pilotado supostamente por um desertor, se acidentou na China, perto da fronteira com a Coreia do Norte.

 

Pyongyang realizou seus primeiros testes com armas nucleares em 2006, apesar das conversas de seis lados realizadas desde 2002, com a China como nação anfitriã.

 

Isso não impediu que a China, aliado tradicional da Coreia do Norte, continuasse defendendo o diálogo como a única via para que o isolado regime comunista de seus vizinhos detenha seu programa nuclear, em troca de ajuda humanitária e garantias de segurança.

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