Enviado da ONU à Síria avalia ida ao Irã

O novo enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi, falou por telefone com o ministro das Relações Exteriores Iraniano, Ali Akbar Salehi, e está avaliando a possibilidade de viajar a Teerã, disse uma autoridade iraniana à agência de notícias Mehr neste domingo.

LETICIA PAKULSKI, Agência Estado

09 de setembro de 2012 | 10h50

Brahimi, que se prepara para a sua primeira visita ao Oriente Médio desde que assumiu a função na semana passada, no lugar de Kofi Annan, teria falado com Salehi na noite de sábado, segundo um dos vice-chanceleres iranianos, Abbas Araqchi, citado na reportagem. "O plano é que ele venha até o Irã em um momento adequado depois de visitar a Síria", destacou Araqchi, que não revelou uma possível data para a visita.

Uma nota do ministério disse que Salehi felicitou Brahimi a respeito de sua nomeação "e desejou-lhe sucesso em sua tarefa". De acordo com o comunicado, os dois discutiram a situação na Síria, e Salehi enfatizou que o Irã gostaria de "uma solução pacífica sem intervenção estrangeira". Brahimi teria destacado o "papel positivo" que pode ser exercido pelo Irã na crise síria e sua busca por uma solução pacífica.

Também neste domingo, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Síria, Jihad Makdessi, criticou a França por prometer ajudar rebeldes sírios, argumentando que a iniciativa vai minar a missão do enviado da ONU. Makdessi disse que a intenção declarada pela França de ajudar o grupo rebelde Free Syrian Army demonstra "apoio à militarização" do conflito.

Autoridades francesas admitem o fornecimento de ferramentas de comunicação e outros equipamentos não-letais para os rebeldes sírios, mas dizem que não darão armas sem que haja acordo internacional nesse sentido. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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