Enviado da ONU apóia eleições no Iraque

Um enviado da ONU disse ao mais destacado clérigo xiita do Iraque que o mundo apóia 100% sua exigência de eleições nacionais, mas não houve sinais de um acordo, nem de quando uma votação seria realizada - a questão central na oposição xiita ao plano dos EUA para entregar o poder aos iraquianos.Os administradores americanos do Iraque tentam superar críticas ao plano de transferência do poder do influente grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani. O aiatolá exige que uma assembléia provisória seja escolhida em eleições diretas, mas Washington argumenta que não existe tempo hábil para organizar a votação antes do final de junho. A missão da ONU, que estuda se a eleição é possível e examina alternativas, reuniu-se com al-Sistani por duas horas em sua casa na cidade sagrada xiita de Najaf, 150 km ao sul de Bagdá. "Al-Sistani ainda insiste nas eleições", disse o chefe da equipe, Lakhdar Brahimi, a jornalistas."Concordamos 100% com ele porque a melhor forma de se estabelecer um Estado que sirva os interesses do povo é através de eleições", explicou, acrescentando que al-Sistani e especialistas da ONU concordaram que a votação tem de ser "bem preparada". Mas Brahimi não revelou se houve um acordo sobre prazos para a eleição.Al-Sistani se recusa a encontrar-se com autoridades dos EUA, incluindo o administrador americano do Iraque, Paul Bremer. Ele também exige que uma constituição provisória seja aprovada por uma assembléia eleita, e não pelo Conselho de Governo Iraquiano, nomeado pelos EUA.

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