Enviado da ONU descarta fim do conflito na Síria no curto prazo

Lakhdar Brahimi disse que russos e americanos ainda não chegaram a um acordo sobre o futuro do presidente Bashar Assad

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2013 | 02h05

O enviado especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, admitiu que uma solução para a guerra civil não está próxima e o impasse entre russos e americanos continua em relação ao futuro do presidente Bashar Assad. Ontem, rebeldes anunciaram que tomaram uma das principais bases militares do norte do país, enquanto a ONU anunciou que o número de refugiados superou a marca de 600 mil.

Brahimi se reuniu em Genebra com o vice-secretário de Estado dos EUA, William Burns, e com o vice-chanceler russo, Mikhail Bogdanov. Sua esperança era de que os dois chegassem a um acordo sobre como avançar uma solução política. Moscou apresentou novas propostas, mas, ao concluir o encontro, ele admitiu que não espera uma solução no curto prazo. "Estamos todos conscientes do sofrimento dos sírios, que já foi longe demais. Mas, se você me perguntar se a solução está próxima, eu diria que não."

Segundo ele, tanto a Casa Branca como o Kremlin aceitam a criação de um órgão governamental com representação de todas as partes para facilitar a transição política. Os americanos, porém, não aceitam que Assad faça parte desse órgão. Para os russos, Assad deve ter seu lugar e não deve haver precondições para o diálogo político.

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