Enviado da ONU estende missão para encontrar chefe da Junta Militar

No domingo, Ibrahim Gambari encontrou-se com Aung San Suu Kyi, a líder do movimento democrata birmanês

Efe,

01 de outubro de 2007 | 03h25

O enviado especial da ONU para Mianmá, Ibrahim Gambari, estendeu até esta segunda-feira, 1, sua estadia no país para tentar se reunir com o general Tan Shwe, o chefe da Junta Militar e "homem forte" do regime. A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) afirmou apoiar firmemente a missão do enviado. Veja também:Japão estuda sanções econômicas contra MianmáQuatro jornalistas são presos e outros feridos em Mianmá Fontes da ONU disseram que esse encontro é o objetivo principal de Gambari antes de deixar Mianmá. No domingo, ele teve uma conversa de mais de uma hora com Aung San Suu Kyi, a líder do movimento democrata birmanês que está há quatro anos sob prisão domiciliar. Segundo diplomatas, se a reunião com o general Tan Shwe acontecer, pode ser em Naypyidaw, a nova capital do país, e para onde Gambari viajou após a reunião com Aung San Suu Kyi. O enviado especial, que chegou no sábado, sairia do país no domingo à noite - o que, segundo analistas, seria visto como um fracasso diplomático por não ser recebido por Tan Shwe ou pelo comandante do Exército, o general Maung Ayê. Porta-vozes da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido de Aung, disseram que ela terá de esperar Gambari sair do país para contar suas conversas e se conseguiu a promessa da Junta Militar de interromper a repressão. A última vez que Gambari visitou Mianmá foi em novembro de 2006. Na ocasião, ele se reuniu com a Junta Militar e com Aung sem conseguir sua libertação nem avanços na democratização. Pelo menos 16 pessoas morreram desde o dia 17, quando os monges birmaneses começaram uma série de protestos depois com a adesão de dezenas de milhares de pessoas que exigem a democratização do país, governado há mais de 40 anos pelos militares.

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