Nabil Mounzer/Efe
Nabil Mounzer/Efe

Enviado da ONU na Síria pede que governo inicie trégua

Para Lakhdar Brahimi, maior barreira é a falta de uma liderança rebelde unificada

AE, Agência Estado

17 de outubro de 2012 | 09h53

BEIRUTE, LÍBANO - O enviado internacional para o conflito da Síria, Lakhdar Brahimi, pediu nesta quarta-feira, 17, ao regime do presidente Bashar Assad que lidere uma proposta de cessar-fogo durante um feriado muçulmano, que acontecerá no final deste mês.

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Em Beirute, no Líbano, Brahimi declarou que se o governo der o primeiro passo todos os membros da oposição, com quem ele conversou, também vão aderir à trégua.

Antes das declarações de Brahimi, um jornal estatal sírio publicou que a maior barreira para a proposta de trégua é a falta de uma liderança rebelde unificada, com a qual seja possível negociar.

Tanto o regime de Assad quanto os rebeldes ignoraram o acordo de trégua anterior. Brahimi reconheceu que um cessar-fogo, se respeitado, seria um passo "microscópico" na direção do fim dos 19 meses de violência na Síria. Ativistas afirmam que mais de 33 mil pessoas foram mortas nesse período.

França

O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, afirmou que a Força Aérea síria está usando as chamadas "bombas de barril", artefatos improvisados que consistem em barris cheios de dinamite, que causam sérios danos aos locais atingidos.

Fabius declarou nesta quarta-feira que o regime presidente Bashar Assad "entrou numa nova fase de violência com o uso de jatos MIG e o lançamento de barris de dinamite".

As declarações foram feitas durante uma reunião, realizada em Paris, que tem como objetivo estender a iniciativa francesa de enviar ajuda direta a conselhos locais nas chamadas zonas liberadas sírias. Cerca de 20 países participam do encontro.

As informações são da Associated Press.

 

 

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