Enviado da ONU pressiona por transferência de poder no Iêmen

Embaixador britânico afirma que '90% das divergências entre governo e oposição foram resolvidas'

Reuters

10 de novembro de 2011 | 10h03

SANAA - Um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou nesta quinta-feira, 10, ao Iêmen para uma nova tentativa de convencer o presidente Ali Abdullah Saleh a entregar o poder, conforme prevê um plano do Conselho de Cooperação do Golfo. Após meses de relutância, há sinais de que Saleh estaria mais disposto a ceder.

 

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Autoridades disseram que o enviado Jamal Benomar irá se reunir com o vice-presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi e com líderes da oposição para tentar finalizar o acordo. Saleh, no poder há 33 anos, enfrenta desde fevereiro uma onda de protestos exigindo a sua renúncia.

"O importante é que precisamos de ações em vez de palavras para completar o processo", disse o embaixador britânico no Iêmen, Jonathan Wilks, em entrevista publicada no site oposicionista Al-Sahwa. Ele acrescentou que 90% das divergências entre a oposição e o partido de Saleh já foram resolvidas.

Em três ocasiões Saleh admitiu deixar o cargo, atendendo à pressão dos ricos vizinhos do Golfo. Mas sempre recuou de última hora, e diplomatas já o alertaram a não fazer mais isso.

"Se não tivermos sucesso em finalizar as negociações em torno da iniciativa do Golfo e entrar em um período de transição, começarão as discussões sobre os próximos passos, incluindo sanções", disse Wilks.

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