Enviado da ONU se reúne com líder da Junta Militar de Mianmá

Ibrahim Gambari tenta buscar uma saída para a crise vivida nos últimos dias pelo país asiático

Efe,

02 de outubro de 2007 | 03h17

O enviado especial da ONU para Mianmá, Ibrahim Gambari, se reuniu nesta terça-feira, 2, com o general Than Shwe, chefe da Junta Militar, em uma tentativa de buscar uma saída para a crise vivida pelo país asiático, sacudido por uma brutal repressão para aplacar os maciços protestos. Veja tambémMianmá afirma que morte de jornalista japonês foi 'acidental'Monges de Mianmá estão presos e serão isolados, diz BBCEntenda a crise e o protesto dos monges Dissidentes cibernéticos driblam censura  População apóia protesto dos monges  Fontes diplomáticas disseram aos jornalistas que a reunião aconteceu na cidade de Naypyidaw, a nova capital do país e bunker da cúpula militar. No entanto, não foram dados mais detalhes do que foi tratado na reunião, embora a ONU já tenha mostrado sua preocupação pelo estado das pessoas detidas nos últimos dias, mais de 6.000, segundo os meios de imprensa da dissidência. Than Shwe, considerado como o principal obstáculo para a democratização de Mianmá, concordou na segunda-feira em falar com Gambari, que chegou ao país no sábado e só tinha se encontrado com oficiais de médio escalão da Junta Militar. No domingo, Ibrahim se reuniu por cerca de uma hora em Rangun com a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, de 62 anos, prêmio Nobel da Paz e que está em prisão domiciliar desde 2003, castigo que cumpriu quase 12 dos 18 últimos anos. De acordo com os meios da dissidência, Ibrahim planejaria voltar a se reunir com Suu Kyi antes de deixar Mianmá.

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