Enviado de Obama pede a Abbas que ajude a controlar fronteira de Gaza

O enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, pediu ontem que os líderes da Autoridade Palestina (AP) na Cisjordânia ajudem a controlar as passagens fronteiriças da Faixa de Gaza e o contrabando de armas e outros bens ilegais na região. Após encontro com o presidente da AP, Mahmud Abbas, Mitchell participou de uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, onde disse que a liberação de produtos básicos como alimentos e remédios pelas passagens de Gaza pode contribuir para um maior controle das atividades ilegais na região. "Para que a tentativa de impedir o tráfico de armas para Gaza tenha sucesso é preciso que haja um mecanismo para permitir o fluxo legal de produtos e essa tarefa deve contar com a participação da Autoridade Palestina", afirmou o enviado do novo presidente dos EUA, Barack Obama. O posto de Rafah, na fronteira de Gaza com o Egito, era controlado por soldados da AP até junho de 2007, quando o Hamas expulsou da região o partido Fatah - do presidente palestino. Mitchell também assegurou a Abbas que seu país atuará para fazer o processo de paz com Israel avançar. "Os EUA apoiarão os esforços para reforçar o cessar-fogo (entre Israel e o grupo islâmico Hamas)", afirmou, após se dizer bastante preocupado com a situação humanitária na Faixa de Gaza, onde 75% da população, de 1,5 milhão de habitantes, depende da ajuda da ONU para se alimentar.O início da visita do enviado americano, na terça-feira, foi marcada pelo fim do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.ATAQUESOntem, no quinto bombardeio da aviação israelense contra Gaza em três dias, Israel feriu sete crianças e um militante palestino, supostamente envolvido na explosão que matou um soldado israelense, na terça-feira. O ataque aconteceu na cidade de Khan Yunis, no centro de Gaza, e o homem atingido foi identificado como Mohammed Uda-Samidi.Foguetes Kassam também voltaram a ser disparados contra o sul de Israel, sem deixar feridos. A Força Aérea respondeu com ataques em Rafah, destruindo uma instalação do Hamas supostamente usada para fabricar foguetes.

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