AFP PHOTO / POOL / Etienne Oliveau
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Enviado de Seul agradece à China por seu papel nas conversas com Pyongyang

Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, diz que atuação de Pequim, 'especialmente do presidente Xi Jinping, foi fundamental para a recentemente mudança na península da Coreia; ele reforçou convite para líder chinês visitar Seul

O Estado de S.Paulo

12 Março 2018 | 10h08

PEQUIM - O conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul agradeceu nesta segunda-feira, 12, ao presidente chinês Xi Jinping por seu papel no processo diplomático que abriu caminho para uma cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder Kim Jong-un.

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O enviado Chung Eui-yong, que há alguns dias anunciou na Casa Branca os planos para um encontro entre Trump e Kim, viajou a Pequim para informar a Xi e diplomatas chineses sobre os esforços mobilizados para abordar a questão nuclear. Trump e Kim concordaram e se reunir antes do final de maio, apesar de ainda faltar confirmar a data.

"A situação na península da Coreia viveu recentemente mudanças muito positivas. O presidente Moon Jae-in acredita que a liderança do governo chinês, especialmente do presidente Xi, desempenharam um grande papel neste sentido", declarou Chung a Xi no Grande Salão do Povo.

Segundo Chung, o "inquebrável" compromisso de Xi com a desnuclearização da península da Coreia e a busca de uma solução pacífica teve uma "função significativa" nos acontecimentos recentes.

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"Estamos muito agradecidos pela posição consistente da China", disse o enviado sul-coreano. "De novo, esperamos que a China siga desempenhando um papel ativo e de liderança e o governo sul-coreano continuará coordenando (suas ações) de perto com a China", completou. Chung aproveitou a ocasião para renovar o convite do presidente sul-coreano a Xi para viajar a Seul.

Pequim teve um papel-chave na aplicação das sanções das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, o que, segundo analistas, exerceu uma enorme pressão sobre a frágil economia do país. A China é o único aliado diplomático de Pyongyang e seu parceiro comercial mais importante. / AFP

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