Enviado do Irã diz que país sempre ficará junto a Assad, diz agência

Said Jalili chamou a Síria de 'elemento fundamental da resistência contra EUA e Israel'

estadão.com.br,

07 de agosto de 2012 | 09h22

Texto atualizado às 20h46 DAMASCO - O governo do Irã lançou nesta terça-feira, 7, uma ofensiva diplomática em defesa do regime sírio. O principal assessor de segurança nacional iraniano, Said Jalili visitou em Damasco o ditador Bashar Assad, que apareceu publicamente pela primeira vez em duas semanas. Na reunião, ele prometeu responsabilizar os EUA pela segurança dos 48 iranianos sequestrados por rebeldes sírios. A chancelaria iraniana pediu que Catar e Turquia negociem a libertação dos reféns.

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Segundo Jalili, a mensagem foi repassada à Embaixada da Suíça em Teerã. Berna representa os interesses americanos porque Washington e Teerã não têm relações diplomáticas. "Os EUA são responsáveis pelas vidas dos 48 peregrinos sequestrados em Damasco", disse. "Os EUA apoiam grupos terroristas e despacham armas para Síria."

O Irã diz que os 48 reféns eram religiosos que viajavam a um santuário xiita. Os rebeldes afirmam que o grupo é formado por espiões da Guarda Revolucionária do Irã que auxiliam Assad na repressão .

No encontro, o enviado iraniano prometeu a Assad apoio total contra os rebeldes. Segundo ele, a parceria estratégica entre Irã e Damasco não será abalada por inimigos externos. Regimes árabes sunitas do Golfo Pérsico e a Turquia têm apoiado a causa rebelde.

"O Irã não permitirá de jeito nenhum que o eixo da resistência, do qual a Síria é parte essencial, se rompa", acrescentou Jalili. O eixo é formado por Teerã, Damasco e o grupo xiita radical Hezbollah. De acordo com a agência semiestatal iraniana Fars, Jalili também prometeu ajuda humanitária à Síria.

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