Enviado dos EUA garante apoio da Otan no Afeganistão

O enviado especial dos Estados Unidos para Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, admitiu hoje que a guerra afegã é impopular. No entanto, ele disse que conta com o apoio dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que também devem contribuir em breve com mais soldados. "Eu entendo que a guerra é impopular. E há o legado do Iraque e do Vietnã". Mas, ao contrário da Al-Qaeda, outros inimigos não representavam perigo imediato para a segurança dos países aliados, afirmou Holbrooke.

AE-AP, Agencia Estado

03 de dezembro de 2009 | 15h27

"Nossos objetivos centrais no Afeganistão não mudaram, mas os recursos para alcançá-los foram aumentados", disse ele. De acordo com Holbrooke, o sucesso vai depender da cooperação entre todos os 43 países que enviaram tropas e de países como o Japão, que fornece ajuda de desenvolvimento para o governo em Cabul.

"Estamos gratos pelo forte apoio de nossos aliados europeus à política do presidente Barack Obama", disse Holbrooke. Ele falou antes do início da reunião de dois dias entre os ministros de Relações Exteriores da Otan, que começa hoje. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, falará com os ministros amanhã.

O porta-voz da Otan, James Appathurai, disse que a promessa de envio de militares pela aliança já superaram 5 mil soldados. Mais de 20 países devem fazer compromissos firmes durante uma conferência na segunda-feira, que será seguida por uma conferência internacional no Afeganistão em janeiro, disse ele.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse ontem que os aliados vão contribuir com pelo menos mais 5 mil tropas para os esforços de guerra. Hoje, O ministro da Defesa da Itália disse que seu país vai enviar cerca de mil soldados. O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou esta semana o envio de mais 30 mil soldados para o Afeganistão, com a garantia de que alguns deles começarão a retornar em julho de 2011.

Países europeus têm sido relutantes em enviar grandes números de militares para uma guerra geralmente vista como impossível de ser vencida e em dar apoio a um governo afegão manchado pela corrupção e por fraudes eleitorais. Alguns líderes esperam por uma conferência internacional sobre o Afeganistão em Londres, no mês que vem, antes de se comprometerem com o envio de mais soldados.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoguerraEUAOtanapoio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.