Enviado dos EUA lamenta ameaças da Coreia do Norte

Em meio a tensão crescente na península, Pyongyang diz que ataques contra satélite significará guerra

Agências internacionais

09 de março de 2009 | 09h32

O enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, lamentou nesta segunda-feira, 9 as ameaças feitas hoje pelo governo de Pyongyang contra manobras militares conjuntas entre Seul e os EUA.   Veja também: Kim Jong-il é reeleito com 100% dos votos"Obviamente lamentamos", disse. O Exército norte-coreano cortou as comunicações militares com o vizinho e colocou suas forças em estado de alerta total no início de um grande exercício militar conjunto dos Estados Unidos com a Coreia do Sul.   Para Bosworth, melhorar as comunicações entre as duas Coreias é um componente chave para reduzir as tensões na península. O americano ainda alertou que Pyongyang não deveria testar seu satélite, nem mísseis de longo alcance. Tensão crescenteA agência estatal do governo chamou o exercício de "provocação perigosa". Pyongyang também alertou que qualquer tentativa de derrubar um satélite que o país pretende lançar resultará em guerra. Tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Sul acreditam que o governo norte-coreano possa estar se preparando para testar um míssil de longo alcance, disfarçado o lançamento como se fosse de um satélite. O alerta norte-coreano foi feito quando os dois países deram início a um exercício militar anual conjunto que deve durar 12 dias.A Coreia do Norte já vinha chamado exercícios em anos anteriores de "provocação", mas dessa vez as críticas vem em um momento especialmente tenso nas relações entre as duas Coreias. Na sexta-feira, o governo norte-coreano disse que o risco de um conflito significava que o país não podia mais garantir a segurança de voos comerciais que passam pelo seu espaço aéreo. Vários voos sul-coreanos tiveram seus trajetos alterados por precaução.Em um comunicado publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana, o Exército disse que está pronto para usar força contra a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão. "Nós retaliaremos qualquer ação para interceptar nosso satélite que tem objetivos pacíficos com ataques imediatos usando os meios militares mais poderosos", disse o comunicado. "Ataques contra nosso satélite que tem objetivos pacíficos significará, precisamente, guerra." As tensões na região aumentaram desde que o presidente sul-coreano Lee Myung-bak tomou o poder, há um ano, e endureceu a relação com o vizinho do norte. No dia 30 de janeiro, Pyongyang cancelou uma série de acordos por causa da decisão de Seul de ligar a ajuda bilateral ao cancelamento do programa nuclear norte-coreano.

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