Enviado dos EUA nega 'estratégia de saída' do Afeganistão

Richard Holbrooke afirma que americanos planejam transição a ser concluída em 2014

Associated Press

15 de novembro de 2010 | 10h29

ISLAMABAD - O representante especial dos EUA para o Afeganistão e para o Paquistão, Richard Holbrooke, disse nesta segunda-feira, 15, que o governo americano retirará alguns de seus soldados do território afegão, mas negou que a missão militar americana será encerrada antes de 2014.

 

Holbrooke disse que não há um plano de saída para o Afeganistão, mas sim uma estratégia de transição que será apresentada na cúpula da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) em Lisboa, no final do mês.

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, estabeleceu o mês de julho de 2011 como prazo para iniciar a retirada das tropas americanas caso as condições de segurança no Afeganistão permitam. As autoridades, porém, acreditam que os militares permanecerão no país por mais tempo.

 

O presidente afegão, Hamid Karzai, disse que quer as forças de segurança de seu país aptas a assumir o controle da situação a partir de 2014. Os EUA e seus aliados ainda manterão militares depois desta data, mas apenas para treinamento e assistência logística às tropas afegãs.

 

"Nós não temos uma estratégia de saída, mas sim um plano de transição. 2014 não é o fim da presença internacional no Afeganistão, mas retiraremos alguns soldados em julho do ano que vem. A dimensão disso será decidida pelo presidente", disse Holbrooke.

 

O enviado americano ainda disse que "o Paquistão deve fazer parte dessa solução". Ele afirmou que, para que o conflito se encerre nos dois países, é preciso que ambos encontrem "um propósito comum" e trabalhem juntos.

 

Os EUA mantêm militares no Afeganistão desde a invasão de 2001, quando derrubaram o regime Taleban. Devido ao questionável progresso dos militares americanos no país asiático, a Casa Branca esteve sobre críticas para retirar os soldados que lutam contra a insurgência. A transição da segurança para as mãos das forças afegãs levanta dúvidas de que o Taleban poderia voltar ao poder sem a interferência estrangeira.

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