Enviado dos EUA para paz na Colômbia confirma participação em diálogo com ELN

Bernie Aronson destacou em entrevista a um jornal colombiano que já tem permissão do governo para participar de negociações com o Exército de Libertação Nacional, mas ainda não determinou qual será sua função

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2016 | 09h40

BOGOTÁ - O enviado especial dos Estados Unidos para o processo de paz na Colômbia, Bernie Aronson, confirmou que foi convidado pelo presidente colombiano Juan Manuel Santos e autorizado por seu governo a participar dos eventuais diálogos com a guerrilha do ELN (Exército de Libertação Nacional).

"Há potencialmente negociações com o ELN e o presidente Santos pediu que eu esteja envolvido, e eu estarei, ao menos inicialmente", disse Aronson em entrevista publicada no domingo pelo jornal El Tiempo.

O delegado americano participa do processo de negociação que Santos mantém com as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Havana, Cuba, e que está em sua reta final.

Aronson indicou que já tem permissão de seu governo para participar de um eventual diálogo com o Exército de Libertação Nacional, mas assegurou que ainda não pode dizer qual seria sua função específica no processo.

O ELN e o governo anunciaram em 30 de março a instauração iminente de um diálogo formal após dois anos de negociações secretas. No entanto, isso ainda não foi concretizado porque Santos pediu que a guerrilha abandone primeiro as operações de sequestro, e os rebeldes se negam a fazer "gestos unilaterais".

Entretanto, Aronson indicou que continuará colaborando em várias tarefas do processo de paz desenvolvido com as Farc, incluindo a implementação dos acordos e o esforço para remover as minas e desmobilizar as crianças armadas.

O delegado americano se mostrou convencido de que "a guerra (com as Farc) acabou, e o acordo é irreversível, assumindo que seja aprovado pelos colombianos em plebiscito". /AFP

Veja abaixo: Colômbia e Farc assinam acordo de cessar-fogo

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