Enviado especial da ONU deve chegar neste sábado a Yangun

Repressão às manifestações dos últimos dias deixaram pelo menos 15 mortos e cerca de 200 feridos

EFE

29 de setembro de 2007 | 03h19

O enviado especial do secretário-geral da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, deve chegar neste sábado a Yangun para se reunir com a Junta Militar do país e com a líder do movimento democrático, Aung San Suu Kyi. Gambari não visitava o país há quase um ano, porque o regime militar não lhe concedia um visto. Ele levará aos generais uma mensagem de moderação e diálogo do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Em sua viagem a Mianmar, o diplomata egípcio passou por Bangcoc e Cingapura. Nas duas escalas ele recebeu notícias de primeira mão sobre as manifestações antigovernamentais que há mais de um mês se repetem em várias cidades birmanesas. A Junta Militar impôs em 25 de setembro o toque de recolher em Yangun e Mandalay, as principais cidades do país. Além disso, proibiu as reuniões públicas. Nos últimos dias, soldados e policiais atacaram os manifestantes, com o resultado de pelo menos 15 mortos, cerca de 200 feridos e mais de mil pessoas detidas, entre elas 800 monges, segundo afirmam os grupos antigovernamentais. Entre os mortos há dois estrangeiros, um deles um fotógrafo japonês, e monges budistas. Por enquanto, não há sinais em Yangun de que os manifestantes voltem às ruas neste sábado. Mas as mobilizações de sexta-feira, reunindo dezenas de milhares de pessoas, começaram à tarde. Mianmar é governada pelos militares desde 1962. 

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