Enviado especial da UE espera 'sinais positivos' de Mianmar

Piero Fassino afirma que se país cooperar as sanções européias deverão ser adaptadas a nova realidade

Efe,

20 de dezembro de 2007 | 05h16

O enviado especial da União Européia para Mianmar, Piero Fassino, disse nesta quinta-feira, 20, em Pequim que espera sinais positivos da Junta Militar rumo ao diálogo e deu a entender que as sanções européias se adaptariam a uma evolução. Veja também:Ataque de guerrilha a ônibus mata oito em Mianmar Fassino explicou que os "sinais positivos" esperados do regime autoritário seriam o fim da prisão domiciliar da líder da oposição Aung San Suu Kyi, e a adoção das recomendações do relator especial da ONU para os direitos humanos no país, o brasileiro Paulo Sergio Pinheiro. Outro sinal positivo, segundo Fassino, seria o acesso ao país da agência da ONU para refugiados e de instituições como a Cruz Vermelha. Fassino disse que a UE está prestes a reforçar as suas sanções contra Mianmar, "como uma ferramenta para conseguir o diálogo, não como um objetivo em si mesmas". "Mas é preciso administrar as sanções em função da evolução da situação. Se houver, como esperamos, abertura ao diálogo, pode haver um ponto de vista diferente", explicou. Fassino chegou à China na terça-feira, buscando o apoio das autoridades chinesas. "A China tem um papel estratégico essencial, como membro do Conselho de Segurança da ONU e por suas intensas relações com Mianmar", explicou. As autoridades chinesas disseram a Fassino que em suas decisões respeitarão a soberania de Mianmar e, ao mesmo tempo, apoiarão as decisões da ONU. Fassino espera a resposta da Junta Militar a seu pedido de visitar Mianmar em fevereiro ou março.

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