Enviado iraniano rejeita acusações de atentado na Argentina

Um enviado iraniano disse nesta quinta-feira que as acusações de promotores argentinos ligando ex-autoridades iranianas de alto escalão ao atentado a bomba a um centro judeu de Buenos Aires, em 1994, eram infundadas e consistiam numa tentativa de encontrar um "bode expiatório" para o ataque.Mohsen Baharvand, encarregado iraniano em Buenos Aires, disse à Associated Press que seu governo ainda condena vigorosamente o atentado, que tirou 85 vidas e feriu 200 pessoas, chamando-o de "ato horrível". Dois promotores especiais argentinos pediram a um juiz federal na quarta-feira o mandato para prender o ex-presidente iraniano Hashemi Rafsanjani e sete outros ex-funcionários do governo iraniano pelo ataque ao prédio de sete andes, que implodiu com a explosão. O governo iraniano, no passado, veementemente negou qualquer envolvimento no atentado, apesar de contínuas acusações de líderes da comunidade judaica.Na quarta-feira, os promotores instaram o juiz a procurar ordens de prisão domésticas e internacionais para Rafsanjani, que foi presidente do Irã entre 1989 e 1997 e agora intermedeia acordos entre o parlamento e os clérigos que controlam o país. O ataque ao centro judeu, um símbolo dos mais de 200 mil judeus argentinos, foi o segundo de dois ataques que visavam atingir a população judaica no país, nos anos 90. Uma explosão em 1992 destruiu a embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas. Um caso que foi atribuído por grupos locais ao Hezbollah.

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