Enviados dos EUA conversam com Israel e palestinos

Graduados diplomatas norte-americanos retornaram ao Oriente Médio para uma visita sem prévio aviso com o objetivo de encontrar uma forma de retomar as conversações de paz entre Israel e palestinos, que ruíram no ano passado e agora enfrentam novos desafios. A visita de Dennis Ross e David Hale, confirmada tanto por autoridades israelenses quanto palestinos hoje, é a primeira da dupla à região desde que o enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell, renunciou no mês passado, após não ter conseguido encerrar o impasse nas negociações.

AE, Agência Estado

15 de junho de 2011 | 19h03

O primeiro grande desafio para os enviados norte-americanos é encontrar uma fórmula que faça com que os palestinos desistam de sua tentativa de conseguir o reconhecimento unilateral do Estado palestino na Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Esta foi a estratégia adotada pelos palestinos, que querem estabelecer seu Estado na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza, em razão do impasse nas negociações.

"Há negociações em andamento para ver se há uma fórmula que permita o reinício das conversações que faça os palestinos abandonarem sua abordagem unilateral", disse outra autoridade israelense. As fontes palestina e israelense falaram em condição de anonimato porque a visita não foi anunciada publicamente.

O escritório do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, confirmou seu encontro com Hale e Ross, mas não divulgou detalhes. Eles também se encontraram com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu hoje e discutiram uma forma de retomar as conversações de paz, informou a rádio Israel.

Em comunicado divulgado na noite de hoje, Netanyahu reiterou suas exigências para a retomada das negociações. Ele disse que os palestinos devem reconhecer Israel como um Estado judaico, aceitar um Estado palestino desmilitarizado com presença de forças de segurança israelenses ao longo da fronteira com a Jordânia e deixar de lado a exigência do retorno dos refugiados palestinos. Ele disse também que Jerusalém deve permanecer em mãos israelenses.

Todas essas condições já foram previamente rejeitadas pelos palestinos. Autoridades palestinas disseram que os enviados vão para a Jordânia amanhã, onde se reunirão com o presidente palestino Mahmoud Abbas. As informações são da Associated Press.

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