Envio de observadores à Geórgia atinge impasse

Rússia não permite que monitores entrem na Ossétia do Sul; 'Esgotamos a via diplomática', diz negociador

Agência Estado,

18 de setembro de 2008 | 11h59

As conversas sobre o envio de monitores da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) à Geórgia chegaram a um impasse nesta quinta-feira, 18. O motivo é a recusa da Rússia a permitir que esses monitores entrem na Ossétia do Sul. "Não alcançamos consenso sobre os observadores, apesar de um mês de negociações. Nós esgotamos a via diplomática", admitiu o chefe da delegação da Finlândia, Antti Turunen.   Veja também: Especial: Depois da Guerra Fria    "Eu não vejo razão para continuar as negociações aqui", disse Turunen, em Viena. A Finlândia mantém a presidência rotativa da entidade. A OSCE planejava inicialmente enviar até 100 monitores à Geórgia, por um período mínimo de seis meses. Porém não houve consenso sobre os detalhes dessa operação - as chamadas "modalidades."       Oito monitores já em território georgiano, como parte de uma missão de reconhecimento da OSCE, seriam liberados para entrar na província separatista da Ossétia do Sul. No meio de agosto, a OSCE chegou a um acordo para enviar 20 monitores para a Ossétia do Sul, para observar o cumprimento de um cessar-fogo entre Geórgia e Rússia, firmado após a breve guerra entre os países no mês passado.       Turunen disse que a entidade consegue trabalhar com o atual número de observadores, mas facilitaria a situação ter o número inicialmente planejado.  

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