Miguel Gutierrez/EFE
Miguel Gutierrez/EFE

Envios de ajuda humanitária da Cruz Vermelha à Venezuela somam 100 toneladas

Carregamento é o quarto enviado ao país, originário do Panamá, com 11 toneladas de insumos médicos, mosquiteiros e sistemas de geradores elétricos

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2019 | 00h16

CARACAS - Um quarto carregamento de ajuda humanitária chegou nesta sexta-feira, 9, à Venezuela, procedente do Panamá, informou a Cruz Vermelha, que já soma 100 toneladas de assistência enviadas ao país com o objetivo de mitigar a profunda crise.

A remessa, que chegou ao porto marítimo de La Guaira, 30 km ao norte de Caracas, contém 11 toneladas de insumos médicos,  mosquiteiros para combater a malária e sistemas automáticos de geradores elétricos, segundo um comunicado da organização.

"Com esta ajuda, queremos chegar a quem mais necessita de forma neutra, imparcial e independente", disse Mario Villarroel, presidente da Cruz Vermelha venezuelana, citado no texto.

A primeira carga de ajuda, com 34 toneladas, chegou em abril, pouco depois de o presidente Nicolás Maduro acordar com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), em junho, na entrada de ajuda humanitária para a Venezuela, castigada pela pior crise de sua história recente.

Esta quarta remessa segue a outras que chegaram em junho e julho.

"São insumos geridos pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho através do centro logístico da Federação no Panamá", explicou à AFP um porta-voz do organismo.

A ajuda foi distribuída em 24 centros de saúde em 16 estados da Venezuela, com o objetivo de beneficiar 650 mil pessoas ao ano, destacou o comunicado.

A Venezuela sofre com um delicado quadro de hiperinflação, que terminará 2019 em 1.000.000%, segundo o FMI.

A crise encontra sua face mais frágil na dificuldade em encontrar medicamentos, alguns escassos, e outros inatingíveis para a maioria da população.

Maduro e seus aliados atribuem as carências às sanções impostas pelos Estados Unidos, que se intensificaram nesta semana com um bloqueio a seus ativos no país norte-americano e ações contra qualquer empresa que negocie com o governo socialista.

Washington pressiona pela queda de Maduro, a quem considera ilegítimo, e reconhece, junto com 60 países, a Juan Guaidó como presidente interino. / AFP        

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