Epidemias ameaçam sobreviventes do terremoto na Indonésia

Doenças como diarréia, gripe e pneumonia se agravam entre as dezenas de milhares de pessoas desabrigadas pelo terremoto do último sábado na ilha de Java, na Indonésia, devido às precárias condições de sobrevivência e à falta de medicamentos suficientes. "Em todos os hospitais que visitamos nos disseram que não há médicos suficientes, e que necessitam de material sanitário e remédios", declarou Oscar Medina, um dos coordenadores da ONG Médicos do Mundo. Yogyakarta, cidade universitária indonésia, foi a menos prejudicada pelo sismo. Milhares de estudantes de Medicina e de Enfermaria se ofereceram como voluntários nos hospitais. Chegaram também médicos de outras cidades indonésias como Jacarta e Surabaia. São necessários equipamentos de traumatologia para tratar os feridos, mas os hospitais e os centros de emergência instalados nas estradas principais pedem também analgésicos, antibióticos e medicamentos para combater diarréias, a fim de evitar epidemias. A falta de água potável em algumas áreas foi um dos fatores principais que possibilitaram a aparição de doenças, segundo Sabil, voluntário da Cruz Vermelha da Indonésia. Por este motivo, várias organizações como a Oxfam e o Unicef garantiram a distribuição de água até a completa reparação dos poços danificados. Segundo o último balanço governamental, 5.623 pessoas morreram e 200 mil ficaram desabrigadas pelo terremoto.

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