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Equador alerta que revisará contratos de telefonia móvel

O presidente do Equador, Rafael Correa, revisará os contratos das companhias de telefonia móvel que operam no país, para obrigá-las a melhorar seus serviços e reduzir suas tarifas, informou neste domingo a presidência em comunicado.Os dardos de Correa apontam para Movistar, filial do grupo espanhol Telefónica, e Porta, da mexicana América Móvil, cujos contratos de concessão terminam em 2008. As empresas discutiam com o governo anterior a extensão da concessão por 15 anos adicionais.Correa, um nacionalista de 43 anos que assumiu o cargo em 15 de janeiro, tem indicado que tentará melhorar as condições econômicas dos contratos que o Equador mantém vigentes com operadoras estrangeiras tanto no setor petrolífero como nas telecomunicações, pois considera que a divisão de lucros é "injusta" para o país.A renegociação dos contratos das empresas de telefonia celular, assinados em 1993, busca um marco contratual mais rigoroso para garantir um bom serviço aos usuários e eliminar o "quase monopólio" que ambas as companhias mantém no país andino.No caso das operadoras não aceitarem as novas condições contratuais, Correa estaria disposto a "reverter" ao Estado a concessão da telefonia celular, acrescentou o comunicado.A presidência não especificou as novas condições econômicas e legais que tomariam parte da renegociação, nem esclareceu se vai ignorar os avanços das negociações entre as operadoras de telecomunicações e as autoridades do governo anterior para ampliar a vigência de seus contratos.Movistar e Porta controlam 96,2 por cento dos 7,8 milhões de usuários de celular do país. As duas empresas cobram uma tarifa de 0,50 centavos de dólar por minuto, uma das mais altas da América Latina e mesmo assim as vendas de ambas as empresas continuam subindo.

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