Geoff Caddick/AFP
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Equador analisa pedido de asilo político de Assange

Embaixada em Londres afirma que criador do WikiLeaks aguarda decisão 'sob proteção do governo equatoriano'

estadão.com.br,

19 de junho de 2012 | 17h03

Texto atualizado às 18h10

QUITO - A Embaixada do Equador em Londres divulgou nota na tarde desta terça-feira, 19, sobre o pedido de asilo político feito pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange. "Como signatário da Declaração dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, com a obrigação de rever os pedidos de asilo político, passamos imediatamente o pedido para o departamento indicado em Quito", afirma a nota.

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O documento explica que, enquanto o pedido de Assange é analisado, ele permanecerá "na Embaixada, sob proteção do governo equatoriano" e ressalta que a decisão de analisar o pedido não deve ser interpretado como uma interferência no processo judicial.

O ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño,confirmou a informação em sua conta no Twitter. "Julian Assange solicitou asilo político na missão diplomática do Equador em Londres. (O) governo equatoriano analisa seu pedido". 

O fundador do WikiLeaks pediu asilo político ao Equador nesta tarde. De acordo com Patiño, Assange enviou uma carta para o presidente Rafael Correa na qual diz que sofre "perseguição".

Em sua carta, segundo a AP, Assange escreveu ainda que as autoridades de seu país "não defenderão suas garantias mínimas diante de nenhum governo" e que "ignoram a obrigação de proteger a um cidadão perseguido politicamente". O australiano escreveu no documento para Correa que, por essas considerações, é "impossível" voltar a seu país.

Agradecimento

Assange, em comunicado divulgado para a imprensa, agradeceu o governo equatoriano por analisar seu pedido de asilo político. "Posso confirmar que hoje cheguei à embaixada do Equador, onde procurei um santuário diplomático e asilo político. Este pedido foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores na capital, Quito. Agradeço à embaixadora e ao governo do Equador por analisar meu pedido", afirmou o fundador do WikiLeaks.

 

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