Equador aumenta poder de tropas para conter protestos

O Equador vai aumentar os poderes das forças de segurança para romper manifestações que possam paralisar a produção de instalações petrolíferas na floresta Amazônica, disse o presidente do país, Rafael Correa, nesta sexta-feira, 27. No mês passado, manifestantes de uma aldeias, buscando uma maior participação nos lucros das empresas que perfuram sua região florestal, bloquearam a produção da Petrobras por cerca de quatro semanas. "Não vamos permitir mais nenhuma invasão das instalações petrolíferas ou o bloqueio de estradas", disse Correa durante visita à região amazônica. O presidente acrescentou que entende o drama dos pobres moradores da floresta, mas que o estado de direito tem de ser respeitado para salvaguardar a principal fonte de recursos do quinto maior produtor de petróleo da América do Sul. Ele disse que vai assinar um decreto para aumentar a presença militar e policial em torno das instalações de petróleo e permitir que os manifestantes sejam retirados à força, disse Correa. Milhares de empregados contratados pela companhia estatal de petróleo Petroecuador ameaçaram entrar em greve em maio se o governo não melhorar as condições de trabalho. Correa prometeu renegociar os contratos de petróleo com empresas estrangeiras trabalhando na nação andina.

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