Equador concede asilo político para Assange

O governo do Equador anunciou nesta quinta-feira que concederá asilo político para o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Ele está refugiado na embaixada equatoriana há oito semanas, desde que perdeu uma disputa jurídica para evitar ser extraditado para a Suécia, onde é procurado para responder por acusações de estupro. Ele nega o crime.

AE, Agência Estado

16 de agosto de 2012 | 10h18

O ministro de Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, afirmou que Assange enfrenta uma perseguição real com a ameaça de ser extraditado para os Estados Unidos, onde, segundo o ministro, não terá um julgamento justo e pode ser condenado à morte. O fundador do WikiLeaks irritou os Estados Unidos em 2010, quando seu site publicou documentos diplomáticos secretos. Ele disse temer que a Suécia o extradite para os EUA, e acredita que ali sua vida corre perigo.

Na quarta-feira, Patinõ acusou o governo do Reino Unido de planejar invadir embaixada do Equador, em Londres, para prender Assange. "Seria um ato hostil e inamistoso, da parte de um Estado com o qual o Equador tradicionalmente mantém uma relação amigável e de cooperação", disse o ministro na ocasião. Nesta quinta-feira, o site do WikiLeaks condenou a ameaça britânica, classificando-a como um ataque "hostil e extremo" às pessoas que pedem asilo político. As informações são da Associated Press e Dow Jones

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