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Equador condena assassinos de mochileiras argentinas a 40 anos de prisão

Alberto Mina Ponce, de 33 anos, foi sentenciado à pena máxima após se considerar que o motivo do crime foi sexual e vítimas foram drogadas

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2016 | 11h35

BUENOS AIRES - A Justiça equatoriana condenou na quarta-feira dois homens a 40 anos de prisão pelo assassinato de duas turistas argentinas em fevereiro na praia de Montañita, no Equador.

Alberto Mina Ponce, de 33 anos, foi considerado o autor dos crimes, com auxílio de Aurelio Eduardo Rodríguez, de 39 anos. Ambos foram sentenciados à pena máxima após se considerar que o motivo do crime foi sexual e Maria José Coni, de 22 anos, e Marina Menegazzo, de 22 anos, de Mendoza, foram drogadas. O julgamento havia começado no dia 8.

Os corpos foram encontrados em sacos plásticos em terrenos próximos à casa de Mina Ponce. Ele alegou ter ajudado a esconder os cadáveres, mas responsabilizou um traficante venezuelano pelos assassinatos.

Rodríguez disse que só acompanhou as mochileiras em um táxi do bar onde ele as conheceu até a casa de Ponce, onde foram mortas. A então subsecretária de Turismo do Equador, María Cristina Rivadeneir, foi demitida após afirmar que os assassinatos "iriam ocorrer cedo ou tarde", pois as vítimas recorriam a caronas e "buscavam festa".

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