AP Photo/Frank Augstein
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Equador corta canais de comunicação de Assange na embaixada em Londres

Governo de Lenín Moreno advertiu que pode adotar ‘novas medidas diante do descumprimento do compromisso’ do fundador do WikiLeaks de não interferir em assuntos de outros países

O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 14h44

QUITO - O Equador anunciou nesta quarta-feira, 28, que cortou os sistemas de comunicação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, exilado na embaixada do país sul-americano em Londres, em uma nova represália por interferir em assuntos de outros países.

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Em um comunicado, o governo de Lenín Moreno advertiu ainda que pode adotar "novas medidas diante do descumprimento do compromisso (de não interferir) por parte de Assange".

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A suspensão de acesso à internet ocorre dias depois de Assange se pronunciar em defesa do separatismo catalão.

A chancelaria equatoriana afirmou em um comunicado que “a medida foi adotada ante o não cumprimento por parte de Assange do compromisso escrito que assumiu com o governo no fim de 2017, pelo qual se comprometia a não emitir mensagens que supusessem uma interferência com relação a outros Estados”.

Quito não detalhou a quanto tempo Assange está sem acesso à internet ou como ele descumpriu o acordo. Contudo, o fundador do WikiLeaks reprovou na segunda-feira, em sua conta no Twitter, a expulsão coordenada de diplomatas russos por países ocidentais.

Assange, de 46 anos, se refugiou em 2012 na embaixada equatoriana em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia, que exige o seu retorno para enfrentar acusações de delitos sexuais, os quais ele nega.

Em 2016, o Equador já havia restringido provisoriamente o acesso à internet a Assange por divulgar documentos que tiveram “impacto” sobre a campanha eleitoral americana.

Em dezembro, o presidente equatoriano pediu a Assange para não intervir na crise separatista da Catalunha depois de que ele usou o Twitter para apoiar a campanha de independência catalã e acusar o governo central espanhol de “repressão”.

Moreno defende que fez um “compromisso desde o primeiro dia de governo” para proteger Assange ao considerar que sua vida “corre perigo”, embora considere um “problema herdado” que “causa mais do que um incômodo” ao seu governo. / AFP

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