EFE/José Jácome
EFE/José Jácome

Equador dá prazo de 12 horas para receber provas de vida de jornalistas sequestrados

Presidente Lenín Moreno disse que “não vai mais” tolerar a situação de insegurança na fronteira com a Colômbia e ameaçou ordenar uma intervenção na região

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 03h48

QUITO – O presidente do Equador, Lenín Moreno, estipulou prazo de 12 horas, que começou a correr no final da noite dessa quinta-feira, 12, para que os sequestradores de uma equipe de jornalistas equatorianos deem provas de vida das três pessoas. Se o prazo for descumprido, ele ordenará uma intervenção na região.

"Eu dou a esses traficantes um prazo de 12 horas para que eles possam nos dar a prova da existência de nossos compatriotas, caso contrário iremos com toda a força, sem contemplações para sancionar esses violadores de todos os direitos humanos", disse o presidente equatoriano.

Moreno, que suspendeu sua participação na Cúpula das Américas, no Peru, e retornou para o Equador na noite dessa quinta-feira, disse que “não vai mais” tolerar a insegurança na fronteira do país com a Colômbia. A situação foi agravada após o sequestro dos funcionários do "El Comércio", no último dia 26 de março.

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"Basta: um sentimento de indignação, de dor, de repulsa, de desgosto, de raiva acompanha os corações de todos os equatorianos", afirmou Moreno, ao anunciar o ultimato aos sequestradores.

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Além disso, Moreno pediu ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que também promova ações contundentes por parte de seu governo. Em resposta, Bogotá afirmou que dará todo o apoio ao governo equatoriano.

 

"Falei com o presidente do Equador, Lenín Moreno, e reiterei que terá todo o meu apoio, das nossas Forças Armadas e do povo colombiano", escreveu Santos no Twitter.

Entenda o caso

No dia 26 de março, o jornalista Javier Ortega, de 36 anos, o fotógrafo Paúl Rivas, 45, e o motorista Efraín Segarra, 60, foram sequestrados na região de Mataje, na província das Esmeraldas, onde buscavam informações sobre ataques registrados naquela área.

Na última quarta-feira, circulou nas redes sociais um comunicado supostamente atribuído ao grupo armado "Oliver Sinisterra", comandado por um dissidente da guerrilha colombiana das FARC conhecido como "Guacho", que  informava da suposta morte dos integrantes da equipe jornalística. Também foram divulgadas fotografias dos supostos corpos dos membros da equipe do “El Comércio”.

As informações não foram confirmadas por nenhuma fonte oficial do governo de Moreno. //EFE

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