Bolivar PARRA / Ecuadorian Presidency / AFP
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Equador declara estado de exceção e blinda policiais e militares

O presidente de direita Guillermo Lasso também decidiu mudar o ministro da Defesa, em meio à crise carcerária e a um período de insegurança no país, todos efeitos do narcotráfico

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2021 | 23h35

QUITO - O presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou nesta segunda-feira, 18, estado de exceção por 60 dias em todo o país em resposta ao aumento da criminalidade e blindou as forças de segurança (policiais e militares) de possíveis ações judiciais pelo desempenho de suas funções.

Por meio de um decreto executivo, Lasso declarou um estado de exceção devido a graves distúrbios internos causados pelo aumento da atividade criminosa.

O presidente equatoriano complementou sua decisão em uma mensagem à nação na qual anunciou a criação de um comitê de defesa jurídica da força pública encarregado de defender os policiais ou militares que possam ser processados por cidadãos no contexto de ações de segurança.

"A medida visa controlar as circunstâncias que surgiram, restabelecer a convivência pacífica e a ordem pública", segundo o decreto. A medida foi tomada em meio a uma onda de crimes, especialmente na cidade costeira de Guayaquil e em áreas vizinhas. 

Lasso, que assumiu o cargo em maio, disse que "nas ruas do Equador só existe um inimigo: o narcotráfico", e que, "nos últimos anos, o Equador passou de país de tráfico de drogas a um país que também as consome".

O presidente de direita também decidiu hoje mudar o ministro da Defesa, em meio à crise carcerária e a um período de insegurança no país, todos efeitos do narcotráfico.

Entre janeiro e agosto, foram registrados 1.427 assassinatos no país, 55 a mais do que em todo o ano de 2020, segundo o Ministério do Interior. Há duas semanas, detentos que fazem parte de grupos criminosos ligados a cartéis do México e da Colômbia enfrentaram-se a tiros em uma penitenciária de Guayaquil, deixando 119 mortos, em um dos piores massacres penitenciários já registrados na América Latina./EFE e AFP 

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