Equador declara moratória técnica sobre bônus de 2030

O Equador irá recorrer ao período de carência de 30 dias para decidir ser pagará US$ 135 milhões correspondente ao juro do bônus global com vencimento em 2030 que vence amanhã, informou a ministra das Finanças do país, Maria Elsa Viteri. O país decidiu declarar uma "moratória técnica", afirmou Viteri. "Este mecanismo está presente no contrato", acrescentou. O Equador tem três emissões no exterior: US$ 510 milhões em bônus com vencimento em 2012, pagando juro de 12%; US$ 650 milhões em bônus que vencem em 2015 e pagam juro de 9,375%; e US$ 2,7 bilhões em bônus que vencem em 2030, com juro de 10%. O Equador havia dito que planejava divulgar uma proposta para reestruturação de seus bônus globais de 2012 e 2030 após o presidente, Rafael Correa, anunciar o não pagamento do juro dos papéis de 2012. O governo considera os bônus 2012 e 2030 não legítimos. O ministro de Coordenação de Política Econômica, Diego Borja, disse que o Equador irá oferecer uma solução global para a questão de sua dívida externa, levando em conta vários mecanismos, incluindo uma possível recompra atualmente na mão de investidores com um grande desconto. Ontem à noite, a ministra Viteri disse ao serviço online do jornal El Ciudadano que "algumas alternativas estão sendo consideradas" e que o governo oferecerá uma "solução à questão da dívida o mais rápido possível". O Equador está trabalhando com o banco norte-americano Lazard, uma das maiores empresas de consultoria financeira e gestão de ativos do mundo, na reestruturação de sua dívida. As informações são da Dow Jones.

AE, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2009 | 15h58

Tudo o que sabemos sobre:
Equadormoratória

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.