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Equador declara representante do Bird ´persona non grata´

O governo do Equador declarou o representante do Banco Mundial no país "persona non grata" nesta quinta-feira, 26. A decisão implica em sua saída do país, segundo uma fonte governamental. Um comunicado será emitido sobre a situação do representante Eduardo Somensatto e ainda nesta quinta o Bird em Quito será notificado.Funcionários do Ministério da Economia disseram que o presidente do país, Rafael Correa, assinou um documento relacionado ao representante do Bird, mas desconhecem o conteúdo dele.Fontes do escritório do Bird em Quito informaram que Somensatto se encontra desde a semana passada em Washington, para uma reunião do banco, e não sabem "absolutamente nada" sobre a declaração de "persona non grata". No dia 15 de abril, em uma coletiva de imprensa após o triunfo do sim na consulta popular por uma Constituinte, Correa ameaçou expulsar Somensatto, caso comprovasse uma suposta chantagem para entregar um crédito que havia sido aprovado.Correa aponta que o banco nunca deu "explicações satisfatórias" ao Equador por ter retirado momentaneamente o crédito e disse que, se comprovada a chantagem, tomaria as medidas necessárias."Expulsaremos o representante do Bird do país, porque nós não vamos aceitar chatangens de ninguém", disse o presidente.O ministro da Economia, Ricardo Patiño, assegurou que o governo privilegiará relações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com a Comissão Andina de Fomento, mas irá cessar o vínculo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e manterão relações moderadas com o Banco Mundial.

Agencia Estado,

26 de abril de 2007 | 19h14

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