Equador declara-se aberto a negociar com Reino Unido

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, afirmou nesta segunda-feira que o governo de seu país está aberto a negociações com o Reino Unido em relação ao futuro do jornalista australiano Julian Assange, fundador e editor-chefe do site dedicado ao vazamento de informações secretas WikiLeaks.

AE, Agência Estado

20 de agosto de 2012 | 13h22

"Nós preferimos continuar trabalhando nas negociações com a Grã-Bretanha", disse Patiño à emissora equatoriana de televisão Gama.

"O passo a seguir depois seria levar o caso à Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia", prosseguiu o chanceler equatoriano. Mas, como a CIJ pode demorar anos para chegar a uma decisão, "preferimos resolver este assunto antes que os anos passem".

Assange está refugiado na embaixada equatoriana em Londres. O governo britânico recusa-se a conceder um salvo-conduto para que Assange deixe o país e quer executar uma ordem para que o jornalista seja extraditado para a Suécia, onde responde a acusação de estupro. Na semana passada, o governo do Equador concedeu asilo a Assange.

O jornalista de 41 anos alega que o processo por violência sexual na Suécia não passa de uma fachada para que ele seja depois entregue aos Estados Unidos, onde correria o risco de ser processado pela divulgação de centenas de milhares de telegramas secretos da diplomacia norte-americana.

Acusado de estupro na Suécia, Assange assegura ter mantido relações consensuais com as duas mulheres que o acusam. As informações são da Dow Jones.

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