Equador decreta estado de exceção; presidente estaria cercado em hospital

Policiais e militares estariam tentando atacar Rafael Correa, ferido durante protesto.

Claudia Jardim, BBC

30 de setembro de 2010 | 16h21

Rafael Correa teria sido ferido durante protesto de policiais

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou nesta quinta-feira que o presidente do país, Rafael Correa, está cercado em um hospital militar na capital, Quito.

Correa teria sido agredido com pedradas por policiais que protestam contra um decreto de revisão de seus salários.

Centenas de militares e policiais tomaram nesta quinta-feira o maior quartel de Quito e o aeroporto internacional da cidade, em protesto contra o decreto, aprovado pelo Congresso Nacional.

A medida elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais, disseram representantes da categoria.

'Golpe'

O governo declarou estado de exceção e afirma que "há tentativa de golpe de Estado".

O chanceler convocou os manifestantes a acompanhá-lo ao hospital "para resgatar o presidente", dizendo que havia "gente tentando entrar pelo teto para tirá-lo dali".

"Vamos juntos, companheiros, resgatar nosso presidente. Não temos medo", afirmou Patiño, do lado de fora da sede de governo, a milhares de manifestantes.

Há sinais de divisão entre os militares. O Chefe do Comando das Forças Armadas do Equador, Ernesto González, disse estar subordinado ao presidente.

Membros da Força Aérea, no entanto, se uniram aos protestos e tomaram o principal aeroporto do país, o Mariscal Sucre, em Quito, que permanece fechado.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.