Equador decreta estado de sítio na fronteira com a Colômbia

O governo equatoriano decretou o estado de sítio nas províncias amazônicas de Orellana e Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, e limitou algumas garantias constitucionais devido à violenta greve que deixou um morto e seis feridos, além de milionárias perdas no setor petrolífero.Através de um decreto, o presidente Gustavo Noboa limitou os direitos incluídos no artigo 23 da Constituição, que se refere aos direitos humanos, limitando o livre trânsito, a liberdade de opinião, expressão e de associação e reunião nessas zonas.Além disso, reiterou um estado de emergência declarado na última sexta-feira nas duas províncias, que autoriza o emprego da força pública para estabelecer as condições de segurança "requeridas para a pacífica convivência dos cidadãos e o normal desenvolvimento das atividades públicas e privadas", informou a imprensa local."A situação que o Equador está vivendo é complexa, mas a violência, os danos materiais não beneficiam ninguém", disse o ministro do Governo, Marcelo Merlo. Após lançar um apelo em favor da "sensatez e a traqüilidade", Merlo disse que os habitantes dessas zonas "têm razão em suas reclamações", mas destacou que "de nenhuma maneira o governo pode aceitar que elas sejam acompanhadas de atos de sabotagem e violência". Ele afirmou ainda que "o bloqueio de estradas e ataques a instalações governamentais não resolve nada".Os habitantes de Orellana e Sucumbíos, as duas maiores produtoras de petróleo do Equador, declararam no último fim de semana uma greve por tempo indeterminado para exigir do governo aumentos salariais, recuperação das estradas e a solução de uma aguda crise no sistema de eletricidade. A paralisação do transporte de petróleo vem causando prejuízos de US$ 450.000 diários.

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