Daniel Tapia/Reuters
Daniel Tapia/Reuters

Equador e Peru anunciam medida para restringir entrada de venezuelanos

Governos exigirão a apresentação de passaporte para garantir a passagem de imigrantes nas fronteiras, afetando diretamente venezuelanos sem condições de obter o documento

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 03h13

QUITO e LIMA - O Equador exigirá a apresentação de passaporte para permitir a entrada de imigrantes a partir deste sábado, 18. Implicitamente, a medida visa restringir o fluxo de venezuelanos que cruzam as fronteiras do país e que já deixaram três províncias equatorianas em estado de emergência. A restrição também será adotada no Peru, afirmam fontes familiarizadas com o assunto.

Atualmente, venezuelanos podem entrar nos dois países apresentando qualquer documento de identidade, algo considerado vantajoso por aqueles que não possuem condições financeiras para adquirir um passaporte.

"A partir de sábado, o governo irá exigir a apresentação do passaporte a todos que desejam entrar no Equador", disse o ministro do Interior, Mauro Toscanini. Apesar de não especificar que a medida atinge diretamente os venezuelanos, o ministro afirmou que o Equador deseja que a Venezuela se esforce para que "seus cidadãos não passem por situações perigosas ou precisem deixar o país".

Também nesta quinta, duas fontes ligadas ao governo do Peru afirmam que o país adotará medidas semelhantes nos próximos dias. Segundo as fontes, o anúncio oficial deverá ser feito nesta sexta-feira, 18.

O Peru e, principalmente, o Equador enfrentam um grande fluxo de imigrantes que chegam a suas fronteiras a partir da Venezuela. Na semana passada, Quito declarou estado de emergência em três províncias fronteiriças após registrar um aumento inesperado na entrada de imigrantes venezuelanos.

Segundo dados do governo equatoriano, o número de venezuelanos que entram no país diariamente saltou de 1 mil para 4,5 mil. Informações extraoficiais apontam que mais de 600 mil venezuelanos entraram no país neste ano. Destes, 109 mil passaram a residir no Equador. //REUTERS

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