Reuters /Daniel Tapia
Reuters /Daniel Tapia

Equador fará ação militar se não receber hoje prova de vida de jornalistas sequestrados

Presidente Moreno deixou a Cúpula das Américas, voltou a Quito e determinou limite até esta tarde para que dissidência das Farc que alega ter matado os três reféns se pronunciar

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 09h59

QUITO - O presidente do Equador, Lenín Moreno, deu o prazo até a tarde desta sexta-feira, 13, para a dissidência das Farc que sequestrou dois jornalistas e seu motorista equatorianos provarem que o reféns estão vivos. Moreno afirmou que, se não receber as provas de vida, autorizará uma ação das forças de segurança contra o grupo.

O presidente deixou a Cúpula das Américas na noite de quinta-feira e voltou a Quito após relatos não confirmados oficialmente de que o repórter do jornal El Comercio Javier Ortega, o fotógrafo Paul Rivas e o motorista Efrain Segarra foram mortos pelo grupo de ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - que assinaram um acordo de paz em 2016 e se transformaram em partido político. 

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Sem detalhar a ação que seria tomada, Moreno afirmou que havia conversado com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pedindo que ele lidasse de maneira contundente com o grupo, que se financia por meio do tráfico de cocaína. “Eu dou a esses narcotraficantes 12 horas para nos dar provas da existência de nossos compatriotas, caso contrário nós vamos agir com toda contundência”, disse a repórteres na noite de quinta.

Na manhã desta sexta-feira, o presidente Santos tuitou que o ministro da Defesa colombiano e o general das Forças Armadas estavam a caminho do Equador para, junto do país vizinho, resolver a situação. Não ficou claro se a Colômbia vai participar de uma possível ação militar na região da fronteira, onde os três funcionários do El Comercio foram sequestrados. 

Na quarta-feira 11, um comunicado emitido pela Frente Oliver Sinisterra - a frente dissidente das Farc que se recusou a aderir ao acordo de paz em 2016 - informou que os equatorianos haviam morrido em uma tentativa de resgate militar. Os governos equatoriano e colombiano negaram a realização de qualquer tentativa de resgate e não confirmaram se o comunicado era autêntico. Os três equatorianos trabalhavam na região da fronteira quando foram sequestrados, há duas semanas. / REUTERS

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