Equador: governo retoma negociações com indígenas

O presidente do Equador, Gustavo Noboa, decidiu nesta terça-feira retomar o diálogo direto com os indígenas, em Quito, após se encontrar na noite de segunda-feira com sua delegação. A informação é de Nina Pacari, deputada Pachakutik, braço político da Confederação das Nações Indígenas do Equador (Conaie). A morte de três manifestantes indígenas em choques com a polícia, na província amazônica de Napo, causou ontem a suspensão do diálogo, iniciado no domingo entre a Conaie e o governo. O dirigente máximo da Conaie, Antonio Vargas, responsabilizou o governo pelo incidente, que também deixou ferimentos graves em outras nove pessoas. "Por causa desse compromisso de hoje, a polícia começou a se retirar dos arredores da Universidade Salesiana", disse Nina Pacari. Cerca de 6 mil indígenas estão acampados há uma semana na Universidade Salesiana de Quito. Desse total, pelo menos 32 estão em greve de fome desde sábado. Os indígenas, que compõem dois terços da população equatoriana, protestam contra um pacote de ajuste econômico - que inclui o reajuste do preço dos combustíveis e tarifas públicas - adotado pelo governo. Desde 1997, quando um protesto semelhante terminou com a deposição do presidente Abdalá Bucaran, a crise econômica tem provocado turbulência política no país.

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