Equador: Impasse sobre deputados paralisa Congresso

O impasse entre o presidente do Equador, Rafael Correa, e os partidos políticos tradicionais que controlavam o Congresso se agravou na quarta-feira, 28, com a decisão do presidente da Câmara, Jorge Cevallos, de suspender as sessões até que fique definida a situação de 57 deputados destituídos.Eles foram excluídos do legislativo no dia 7 de março pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE),acusados de obstruírem o processo de convocação de uma Assembléia Constituinte.Na terça-feira, 27, os deputados obtiveram uma vitória quando um juiz acolheu o recurso que eles apresentaram para ser reinstituídos.O TSE, por sua vez, destituiu o juiz Guayaquil Juan Ramírez por considerar que ele não tinha poder para acolher o recurso dos deputados afastados.O presidente do TSE, Jorga Acosta, disse que Ramírez deveria rejeitar o recurso, e que aceitá-lo foi uma "violação constitucional".O recurso havia sido apresentado em quatro ocasiões anteriores pela oposição, mas rechaçado por quatro magistrados diferentes.O presidente do Equador, Rafael Correa, disse na quarta-feira que a decisão de Ramírez era "ilegal e ilegítima", e que o afastamento dos legisladores "foi correto".Na semana passada, mais de 20 suplentes de deputados foram empossados - número suficiente para garantir quórum nas sessões do Congresso, que possui um total de cem deputados.ReferendoO processo promovido pelo presidente Rafael Correa prevê um referendo no próximo dia 15 de abril que vai definir a instalação ou não da Constituinte.Correa disse que reformas constitucionais são necessárias para enfraquecer o poder da rica elite do país.Recentes pesquisas de opinião indicam que mais de 70% dos eleitores no Equador são favoráveis à iniciativa.A oposição, contudo, acusa Correa de desejar reformular a Constituição para consolidar o seu poder.

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