Fabrice Coffrini_AFP
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Equador impõe condições para Suécia interrogar Assange na embaixada de Londres

Equatorianos exigiram que suecos ofereçam asilo como condição para a conversa

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 16h53

ESTOCOLMO - O plano dos promotores suecos de interrogar o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, na embaixada do Equador em Londres emperrou. Os equatorianos exigiram que a Suécia lhe ofereça asilo como condição para a conversa, disse uma autoridade sueca nesta sexta-feira, 7.

"Você não pode dar asilo a ninguém na embaixada de outro país, isso vai contra a lei internacional", afirmou Cecilia Riddselius, do Departamento de Justiça. "Se ele quiser asilo, tem que vir para a Suécia."

Assange se refugiou na representação diplomática equatoriana em junho de 2012 para evitar uma extradição para a Suécia, onde é procurado para prestar contas sobre alegações de abuso sexual e estupro de duas mulheres em 2010. Ele nega as acusações.

O empresário teme que a Suécia o extradite para os EUA, onde pode ser levado a julgamento por causa da publicação de documentos militares e diplomáticos sigilosos pelo WikiLeaks cinco anos atrás, um dos maiores vazamentos de informação da história americana.

Primeiro, os promotores insistiram que Assange deveria ir à Suécia para ser interrogado, mas uma reviravolta em março levou a um acordo para que a entrevista fosse feita em Londres. No início de junho, os promotores entregaram um pedido de assistência jurídica às autoridades britânicas e outro para que o Equador permita que Assange seja interrogado.

Riddselius declarou que o Departamento de Justiça fez tudo que podia e que o assunto agora está "totalmente nas mãos do Equador".

O porta-voz da promotoria sueca disse que uma promotora foi a Londres no início do verão local, pronta para interrogar o australiano, mas que a embaixada do Equador não permitiu que ela entrasse. A representação equatoriana não comentou o assunto de imediato. /REUTERS

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