Equador: indígenas iniciam greve de fome

Os indígenas do Equador iniciaram na noite de ontem uma greve de fome, reiterando que continuarão o protesto contra a política econômica do governo. ?Não vamos vacilar?, disse Antonio Vargas, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), na Universidade Salesiana, no centro de Quito, onde se encontram concentrados cerca de 5 mil nativos. Ele reiterou que os indígenas manterão a exigência de que o governo retroceda na decisão de aumentar os preços dos combustíveis e do transporte público. Vargas esclareceu que a greve de fome está sendo feita por 50 nativos e acrescentou que outros vão aderir com o passar das horas. O presidente Gustavo Noboa decretou estado de emergência em todo o país e a utilização da força pública para restabelecer a ordem no país, depois do rompimento de diálogo entre o governo e os nativos. O líder responsabilizou o Executivo pelo fracasso das conversações e insistiu que é necessária a participação direta do presidente Gustavo Noboa. O governo por sua parte culpou os indígenas pelo rompimento do diálogo e argumentou que enviou seus representantes, entre eles vários ministros e o vice-presidente, Pedro Pinto, para receber os aborígenes, mas que estes não foram ao palácio governamental. O dirigente dos indígenas evangélicos, Marco Murillo, manifestou que o levante será pacífico e que responsabilizará o governo por qualquer situação que possa suceder com as crianças, idosos e mulheres, que encontram-se entre os manifestantes na universidade.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2001 | 02h16

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