BOMBEROS QUITO/via REUTERS - 14/08/18
BOMBEROS QUITO/via REUTERS - 14/08/18

Equador investiga presença de cocaína em acidente de ônibus que matou 23 pessoas

Segundo Procuradoria-Geral da Colômbia, que auxilia a polícia equatoriana, há indícios que veículo estaria sendo usado para tráfego de drogas entre os países

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 04h29

QUITO - A polícia do Equador informou nesta quinta-feira, 16, que investigará a presença de uma "substância suspeita" no interior do ônibus que sofreu um acidente nesta semana, deixando 23 mortos e 22 feridos na região de Pifo-Papallacta. Nos últimos dias, a Procuradoria-Geral da Colômbia disse acreditar que o veículo estaria sendo utilizado para transporte de cocaína entre os dois países.

"Logo após as inspeções técnicas realizadas pela nossa Diretoria Nacional Antinarcóticos foram encontradas substâncias suspeitas no piso do ônibus", afirmou a polícia equatoriana em comunicado. A corporação afirmou que "estão sendo realizadas as análises para determinar qual o tipo e a quantia da substância" estaria sendo transportada no veículo.

As autoridades equatorianas estão conduzindo as investigações com o apoio da Procuradoria da Colômbia, país de onde partiu o ônibus, com o objetivo de esclarecer as causas do acidente, as inconsistências apresentadas pelos testemunhos dos sobreviventes e os possíveis crimes que estariam sendo cometidos pelos passageiros.

Nesta semana, o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, repassou ao seu homólogo equatoriano, Paul Perez, os levantamentos técnicos que apontam indícios que o ônibus estaria sendo utilizado para o tráfico de cocaína entre os dois países.

O acidente ocorreu entre as localidades de Pifo e Papallacta, a 30 km ao leste de Quito, em uma área conhecida como "Curva da Morte". Entre os 23 mortos, 15 eram colombianos. Os sobreviventes foram questionados sobre o acidente e apresentaram versões diferentes. Segundo as testemunhas, a viagem foi organizada por uma mulher em Cali, no sudoeste colombiano. Ninguém diz saber o nome dela e afirmaram que essa mulher havia prometido comida e alojamento a todos no momento que chegassem a Quito.

De acordo com a polícia, a mulher está entre as vítimas, mas ainda não foi identificada. //EFE

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