Equador pode aprovar plebiscito sobre Constituinte

Controlado pela oposição, o Congresso do Equador deve decidir na próxima semana se aprovará o pedido do governo de uma consulta popular sobre uma Assembléia Constituinte. Segundo o presidente do Congresso, Jorge Cevallos, o comitê de assuntos constitucionais apresentará na terça-feira um relatório para ser debatido que reunirá os pontos de vista de três grupos parlamentares que, a princípio, respaldam o plebiscito. O apoio à consulta, que seria realizada em 18 de março, acentuou-se depois que o ministro do Interior, Gustavo Larrea, disse nesta quinta-feira que o governo não dissolverá o Congresso por meio da Constituinte. A afirmação veio após duas semanas de confrontos verbais entre os poderes do Estado.Segundo Larrea, "o governo garante o funcionamento do Legislativo e rechaça as elucubrações segundo as quais o Executivo teria a intenção de dissolver o Congresso". Ele não identificou a fonte de tais rumores.Em declarações ao canal 8 de televisão, Larrea disse também que o governo reforçará a segurança do edifício do Parlamento para garantir o funcionamento da Casa com normalidade, embora tenha afirmado que os manifestantes que apóiam a realização da Assembléia Constituinte podem protestar pacificamente.As declarações vêm poucos dias depois que uma sessão do Congresso teve de ser interrompida em meio a protestos de partidários do presidente recém-empossado, Rafael Correa. Os manifestantes pediam pela aprovação do plebiscito de convocação da Constituinte. O confronto começou há duas semana com a posse de Correa, que pede a realização da consulta popular que abra o caminho para uma Assembléia Constituinte com plenos poderes.Mas os deputados se opõem à iniciativa por considerá-la inconstitucional.Na noite de quarta-feira, Larrea se reuniu com o presidente do Congresso, Jorge Cevallas, em uma aparente tentativa de acalmar os ânimos políticos.Cevallos, em declarações divulgadas pelo canal 10 de televisão, comentou que o encontro com Larrea teve o objetivo de "encontrar a tranqüilidade e a paz que o país exige", e disse estar aberto ao diálogo com qualquer representante do governo.Também nesta quinta-feira, o ministro de Economia equatoriano, Ricardo Patiño, reiterou que o Equador não quer um acordo com o FMI e elogiou a oferta de créditos de até US$ 1 bilhão feita pela Venezuela. Mas ele esclareceu que o Equador não firmou nenhum acordo com a Venezuela.

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