Equador propõe criar tribunal sul-americano

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) vai analisar uma proposta do Equador de criar uma Corte de Justiça da região que sirva para arbitrar litígios entre os países. A ideia, apresentada pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, durante a reunião dos chefes de Estado, ontem pela manhã, foi recebida com simpatia pelos demais países, especialmente após a crise aberta com a decisão da Corte Internacional de Justiça que retirou parte do território marítimo da Colômbia, em favor da Nicarágua.

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL / LIMA, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h06

Um eterno insatisfeito com os organismos internacionais, Correa reclamou de um caso em que o Equador foi condenado, pelo tribunal de arbítrio do Banco Mundial, a indenizar uma empresa americana que teve seu contrato rescindido unilateralmente por seu governo. Segundo o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, a proposta de instância de arbítrio interessa ao Brasil. "Uma corte local seria muito importante para a região", disse o vice-presidente Michel Temer, que representou o Brasil. Em seu discurso, Temer lamentou que a CIJ seja instância única, onde não há possibilidade de revisão.

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