EFE
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Equador responsabiliza dissidência das Farc por ataque a delegacia

Ao menos 28 pessoas ficaram feridas em ato considerado ataque terrorista pelo governo do país

O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2018 | 17h11

QUITO  - O governo do Equador responsabilizou um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por um ataque na fronteira do país com a Colômbia no sábado, que deixou 28 feridos. Segundo o ministro da Defesa Patricio Zambrano, ex-guerrilheiros atuam na região. 

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“Foi um ato de grupos residuais da guerrilha na Colômbia vinculados ao narcotráfico”, disse.  “Estamos trabalhando para prender os responsáveis.”

Ainda de acordo com o ministro, serviços de inteligência equatorianos têm monitorado a fronteira e encontrado atividade desses grupos. “Eles tentam proteger rotas de narcotráfico e muitas vezes invadem nosso território”, afirmou. 

O governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, fechou em 2016 um acordo de paz com as Farc, que resultou no desarmamento de 7 mil guerrilheiros, mas entre 700 e mil dissidentes seguem na ativa. De acordo com Bogotá, a maioria está implicada com narcotráfico e mineração ilegal. 

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No fim de semana, o governo equatoriano qualificou de “ato terrorista” a explosão no quartel de polícia de San Lorenzo. O Equador é considerado um ponto de armazenamento e trânsito de cocaína para os Estados Unidos e a Europa. /AFP

 

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