Equador se recusa a qualificar as Farc de "terroristas"

O governo do Equador descartou hoje a possibilidade de rotular como "terrorista" a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como havia pedido na quinta-feira a embaixadora dos EUA no país, Kristie Kenney. A diplomata disse a um jornal local que o Equador "deveria ser um bom vizinho, fechando a fronteira e chamando as Farc do que elas são, terroristas". A chanceler equatoriana, Nina Pacari, assegurou que seu país não acolherá as sugestões dos EUA nesse sentido, já que isto se contrapõe ao papel de facilitador assumido pelo governo de Quito para encontrar uma saída pacífica para o conflito interno colombiano. "Que eu saiba, nenhum país declarou diretamente nada. No caso do Equador... achamos que não seria conveniente. Seria visto como intervencionismo" declarar as Farc terroristas, disse Pacari aos jornalistas. Explicou que uma declaração nesse sentido afetaria as gestões desenvolvidas pelo presidente Lucio Gutiérrez no sentido de facilitar o processo de pacificação na Colômbia. O Equador, acrescentou Pacari, está propondo que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, "tome parte ativa (no processo) convocando as partes (Farc e governo) para o diálogo".

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